NINGUÉM ENTENDE O BLOGSPOTMuito menos eu. Ele funciona quando quer. Nem eu mesmo posso me dar e este luxo, o de funcionar quando quero!
Essa semana tem sido muito emocionante. Cheia de mistérios estressantes e coisas assim. Eu deveria começar contando de forma espirituosa e bem-humorada como têm sido as coisas, e também estava programado para este mesmo post uma reflexão que tive no final de semana.
Mas não se descabelem: essas coisas estarão presentes. Apenas ponho aqui um anexo de última hora.
Minha gatinha morreu. Eu estava, de certa forma, preparado. Minha gatinha querida, que nasceu lá em casa. Shana, como a chamávamos, era só um apelido. Nem iríamos ficar com ela. Mas então ela foi crescendo. Sangue de vira-lata, mas linda demais. Branquinha, com manchas pelo corpo. Cheia de manias estranhas, e transtornos compulsivos. Me identifiquei com ela, desde sempre.
Ficamos com ela, por fim, e ela cresceu. Como boa seguidora dos princípios bíblicos, se multiplicou. Duas ninhadas, e vimos como ela era tarada. Miava e miava, atrás de gatos, querendo experiências luxuriosas desesperadamente, e nos enlouquecendo com seus protestos de gata mal-amada.
Tivemos que castrá-la, e ela acalmou. Acalmou e engordou. Ficou enorme, coitada, uma verdadeira gata de madame. Shanão, eu a chamava. Mas seguiu com suas manias super estranhas, seu jeito voluntarioso de ser, sua forma tão especial de exigir comida ou afago.
Sua alma, eterna e bem-aventurada, como a minha ou a sua, estava presa a um corpo de gato. Chegou a esse corpo talvez por bom, ou pr mau karma. Irá a outro corpo agora, dependendo de como tenhamos contribuído para sua evolução. Eu costumava conversar com ela, e ela escutava mantras comigo. Shaninha sempre dormia ouvindo mantras. Espero que de alguma forma, sua alma, sua pequena e doce alma tenha se contribuído com isso. Eu desejo ardentemente que ela agora possa ter uma oportunidade, quem sabe, não sei se de vida humana, mas pelo menos que ela possa ser feliz, feliz como tentamos sempre fazê-la ser.
Fiquei tranquilo. Estava preparado, e quando você aprende a real natureza dos seres, de onde todos vêm, e pra onde vão, o que representam nas vidas uns dos outros, você realiza que agora ama muito mais do que podia amar antes, ainda que aparentemente você tenha se tornado mais frio. Diante do mundo, você se tornou frio, mas porque o mundo não sabe o que é o amor. O amor, diante de uma perda, sente a falta física, mas sabe com fervor que aquele ser, que passou em sua vida, assim como todos os outros que passam, seguirá seu rumo, e todos os outros também o farão algum dia. O caminho, porém, não é solitário. Você e eu temos uma relação eterna com Deus, e cada um de nós nunca pode estar sozinho. Esse sentimento de amor puro por Deus deve ser o bastante na vida de todos. Não se deve depositar felicidade em outros, ou em algo, que seja passageiro. Pois cada ser segue seu rumo, no devido curso do tempo. E como disse esse sábado um devoto amigo, o Gusmão, o tempo, Kala, o destruidor universal também é Deus. Então, se ser consumido pela morte, é ser consumido por Deus, não pode haver dor ou sofrimento no ato de ser destruído ou ser morto. Deus é a fonte de tudo o que há, bom ou mau. Mau para nós, porque no plano transcendental, não existe tal coisa.
Não existe separação.
Só existe o amor.
O amor e as lembranças que eu vou guardar pra sempre da minha gatinha. Dos seus miados na minha porta, para entrar no meu quarto pelas manhãs. Da forma como me arranhava para pedir comida, (ela foi a que mais odiou eu ter virado vegetariano; nada de pedacinhos de carne pra você, mocinha!) a forma como virava de barriga para cima para que eu afagasse seu pelos.
O som do seu ronronar, a forma contemplativa com que ficávamos horas nos olhando. A forma quase telepática com que conversávamos. De alma para alma.
A forma como se sujava, quando estava doente, e tivemos que dar-lhe comida na boca, na seringa. A forma como fazia escândalos ao tomar banho.
Essas mesmas lágrimas, que derramos ao escrever isso, são de tristeza pela saudade, mas de alegria, porque pude contribuir para a evolução de uma alma. Quando recebemos a missão de criar um filho, de cuidar de um bichinho, ou qualquer outra missão envolvendo o cuidado de outro ser, na verdade, recebemos a missão não de alimentar, ou ouvir, ou cuidar. Mas sim, de fazer uma alma progredir. Não regredir a espécies ou planetas inferiores, talvez não de se liberar por completo, isso seria muita responsabilidade, mas a missão de ao menos manter aquela alma em seu caminho reto, para o plano mais elevado, para a Morada Suprema, a Morada de Deus, Sri Krishna.
Shaninha, eu não sei onde voc~e está agora. Eu não sei a que espécie você pertence neste instante, e não sei se nossas almas voltarão a se cruzar. Eu só desejo ter podido contribuir para que você seja feliz, em qualquer lugar para onde você vá, em qualquer corpo que você ocupe.
Vai com Deus, eu te amo, e te amo de verdade, de um tipo de amor que desejaria que todos pudessem ter. Não o amor egoísta, estranho, luxurioso e apegado que as pessoas têm. Mas o amor que uma alma pode sentir pela outra, ao se reconhecer nela, e ao ver o próprio Deus dentro dela.
E é por ver Deus dentro dos outros seres, que hoje em dia não posso mais matá-los para comê-los. É por tentar amar a todos os seres que não posso mais fazer isso.
E é por você, Shaninha, que eu prometo rezar, para que você seja muito, muito, mas muito feliz.
TEXTINHOS INTERESSANTES
Os 4 Princípios para Construção da Comunidade
1. Trate todos que você encontrar como se o sucesso ou a falha da sua vida espiritual dependa da qualidade das suas interações com eles.
2. Pense na pessoa que você mais ama, e deseje tartar todos com a mesma qualidade de amor.
3. Veja todos os conflitos primeiro como sua falta.
4. Realize que as pessoas que estão agora com você poderão muito bem ser as pessoas com quem você viverá o resto da sua vida, e quem provavelmente estarão com você no momento da sua morte.
Os 4 princípios do equilíbrio
1. Coloque mais ênfase em ter relacionamentos Vaisnava amorosos. Veja todas as interações como um grito por amor ou uma extensão do amor.
2. Vá um pouco além com respeito ao cuidado e à proteção das mulheres e crianças. O Bhagavatam menciona que quando idosos, os brahmanas, as vacas, as mulheres e as crianças não são protegidos, o que não somente faz o indivíduo que não protege sofrer, mas toda a sociedade ou a comunidade sofrem.
3. Tenha um equilíbrio saudável com respeito a nossa vida espiritual e a nossa vida material, mas certifique-se que o secundário suporta o principal.
4. Permaneça puro ao movimento de Srila Prabhupada, mas não sectário. Nós devemos permanecer leais à ISKCON
Agradecimentos ao grupo Krishna Katha, através do qual, usando os famosos e melhores amigos do universitário, ctrl+c - ctrl+v, tirei esses textinhos!!!
O FILHO PRÓDIGO RETORNA AO LAR
Resumindo, voltei para o Dib´s, mas ele ainda não disse quanto vai me pagar. Desejo desesperadamente fazer dívidas e não posso, já que nem a instabilidade básica eu tenho: no momento, quero mais é esperar fechar um mês, sem que ele tenha se dado conta que não falou em dinheiro comigo. O motivo? Ora, ao findar de um mês, quando ele se der conta que terá que gastar dinheiro comigo, o que quase nunca o agrada muito, e quiser me demitir, pelo menos aquele mê ele vai em pagar. E, a julgar por algumas dívidas que tenho que pagar, e pelo meu querido e amado show em julho, creio que meu mês vai sair caro. Ah, vai sim senhor. Eu sou mau. Sou um capitalista muito mau!
Depois falo com calma das aventuras envolvendo os projetos de final de semestre da faculdade, que foram uma loucura, e as demais aventuras no Dib´s. Talvez role mais piadinha também. Hoje não estou 100% emocionalmente, mas amanhã um novo dia me espera, e estarei mais disposto a narrar o resto!
No próximo capítulo: o retorno de minhas narrativas dinâmicas e bem-humoradas+uma foto menos bizarra!!!


1 Comments:
Adorei o texto para a Shaninha! Muito emotivo e intenso!
Que ótimo que voltou pro Dib's...digo...deixa eu reformular isso: Que ótima a sua readmissão no Dib's!
Vamos no cinema var o filhinho do demo?
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